Moradores confundem ações da Prefeitura e facilitam a proliferação do Aedes Aegypti

  • Publicado no dia: 02-02-2016
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    A revelação partiu do secretário Municipal de Saúde, Alexei Vinícius, em entrevista ao radialista Bob Charles nesta segunda-feira, 1º de fevereiro. A realidade preocupante levou a Prefeitura a unir forças com o Governo do Estado e o Exército Brasileiro para combater o mosquito e as doenças transmitidas por ele. Na tarde desta segunda-feira (1º/2), a Organização Mundial da Saúde declarou estado de emergência mundial com o Zika vírus, transmitido pelo mosquito Aedes Aegypti, o mesmo responsável por proliferar a dengue e o chikungunya.


    O cenário parece com o de guerra, mas é a reação do município e do Estado para evitar que mais pessoas sejam atingidas pelas doenças. Ano passado foram notificados 190 casos. Nos bairros, moradores colocam todo tipo de entulho e até objetos como geladeiras, fogão, caixa d’água, colchão e máquina de lavar roupa nas calçadas. Algumas pessoas aproveitam a Ação de Inverno para se livrar de objetos velhos e restos de árvores, mas o destino de alguns materiais não é responsabilidade da Prefeitura.


    Separar e descartar corretamente o lixo deveriam ser ações frequentes na rotina da população. No entanto, existem pessoas que ainda jogam lixo nas ruas, praças, rios, entre outros Mas, qual sua responsabilidade no lixo que você produz?


    Alexei Vinícius afirmou que apesar do risco eminente de epidemia, Paulo Afonso está preparada com um Plano de Intensificação de ações contra a Dengue, que já está em prática desde a primeira semana do ano. Além dos agentes de controle de endemias, foram acrescentados ao trabalho de visitação nas casas, 30 soldados do Exército Brasileiro, que foram treinados para integrar a equipe. Além disso, Alexei destaca o trabalho realizado com as grávidas da cidade, que recebem visitas e são orientadas sobre o zika vírus, que tem causado a microcefalia em vários recém-nascidos pelo país.


    “Se o Estado e a Prefeitura precisam fazer a sua parte na prevenção e combate ao mosquito, de pouco ou nada adiantaria se a população não fizesse  também a sua parte, tendo em vista que o mosquito nasce e se prolifera nos quintais e até mesmo dentro de casa”, observa Alexei.


    O secretário complementa que “Justamente, por ter registrado uma incidência de dengue relativamente alta no ano passado, esta é uma lição que todo pauloafonsino sabe de cor. Contudo, o que se observa é que muitos ainda não se conscientizaram sobre a necessidade desses cuidados. E, neste particular, estão os proprietários de terrenos baldios ou residências abandonadas que acabam se transformando em verdadeiros focos do mosquito”.

     

     

    Autor: ASCOM/PMPA – Por Washington Luís e Luiz Brito